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domingo, 20 de agosto de 2017

Conhecendo os sentimentos de quem tem TAG

Olá, se você não é uma pessoa ansiosa talvez não me conheça, talvez meu assunto não te interesse, mas... Se não é ansiosa, porém conhece alguém que sofre pra caramba com esse sentimento, acho que vale a pena você indicar meu canal.

Faz quatro anos que luto contra a TAG, e confesso que ainda não conseguir identificar se ela tenta me atacar na hora que deito para dormir ou se é na hora que acordo. A típica história de quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?

Ah, desculpa! Você ainda não sabe o que é a TAG? Vou tentar explicar!
TAG significa Transtorno de Ansiedade Generalizada, e tem por definição ser uma preocupação em excesso, de forma constante e incontrolável.

A ansiedade em si é considerada normal, assim como o medo por exemplo. São mecanismos de defesa que ajudam a preparar o indivíduo para determinadas situações, mas a partir do momento que esse sentimento começa a te limitar, atrapalhando sua rotina, e/ou provocando dores físicas, é bom se atentar e procurar ajuda de um profissional habilitado.

Uma pessoa com TAG normalmente não consegue controlar ou ordenar seus pensamentos, é como se fossem fios desencapados entrelaçados dando curto. 
Por exemplo, no mesmo instante que está pensando no relatório que tem que entregar no dia seguinte no trabalho, pensa também que precisa passear com o cachorro, que na semana que vêm tem médico, que precisa arrumar o guarda-roupa, e assim por diante.  Tudo de uma vez, uma situação sem nenhuma relação com a outra, e isso é incontrolável, a pessoa não percebe. 
O coração começa a acelerar, as mãos a soarem e ficarem dormentes, a boca fica seca, as juntas começam a doer, a cabeça a dar pontadas, um zumbido insuportável no ouvido, começa a ficar tonta e ter sensação de desmaio, medo de tudo e de todos, a angústia é tanta que por um instante é desejado a morte. E isso em minutos, tudo seguido, muitas vezes tudo junto. Então a pessoa vai ao hospital, o médico faz exames, e descobre que não tem nada.  Começa uma luta com seus pensamentos pra tentar entender tudo aquilo que sentiu, se foi de fato real já que o médico disse que não tem nada.
Vem uma sensação de frustração, isso mesmo, frustração! O médico disse que não tem nada e agora a pessoa não sabe o que fazer se aquilo acontecer novamente. Como irão acreditar se o que sentiu foi verdade? Então ela começa a achar que está enlouquecendo, fica triste, abatido, sem esperanças, e o próprio medo de sentir tudo aquilo novamente faz com que ocorra uma nova crise, e de novo, e de novo, e de novo... como um circulo vicioso, uma roda sem freio, um abismo sem fim.

Até entender que o coração não vai estourar de tanto que acelera que não vai morrer sufocado... que tudo aquilo que sentiu ou sente não vai matar, o indivíduo sofre, sofre de mais.

Por isso não esqueça nunca, ela precisa de apoio, de colo, precisa que acreditem nela. E não adianta falar para ela reagir, para ela não se entregar, para ela ser forte.

Mesmo que não saiba o que falar não a deixe sozinha, não a abandone, incentive-a a procurar ajuda. Esteja do lado dela, sempre! Muitas vezes apenas isso já é uma tremenda ajuda, uma tremenda demonstração de amor.
"Amar é ficar junto até bater o cansaço. É depois descansar junto até bater o sono."

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